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SOBRE PORTUGAL
ESTILOS ARQUITECTÓNICOS EM PORTUGAL

A pré-história
Portugal é fértil em achados arqueológicos da pré-história. O Alto Alentejo foi um foco da cultura megalítica que se estendeu por várias partes da Península Ibérica. Subsistem vários dólmens e menires por todo o território nacional, além de um cromeleque de grandes dimensões perto de Évora, o Cromeleque dos Almendres (na foto).

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Os romanos
Há alguns vestígios dos grandes construtores que foram os romanos, como pontes, teatros, termas, villas, espalhados um pouco por todo o território português.
O templo consagrado ao culto ao imperador, em Évora, é um exemplar de um templo romano em bom estado de conservação. É um templo com colunatas coríntias erguido num embasamento de uns metros de altura.
O conjunto mais interessante é o de Conímbriga (na foto), onde existem várias construções, um edifício que talvez servisse de estalagem, um aqueduto, duas termas. Particularmente interessante é a chamada Casa dos Repuxos, com jogos de água (dispõe de mais de 400 bocas de água), ladeados por colunatas de tijolo, a que se agregam  mosaicos excepcionalmente bem conservados. Os mosaicos representam cenas mitológicas, caçadas, ou motivos geométricos.

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Visigóticos
Algumas igrejas ainda apresentam vestígios construtivos destes povos cristãos que habitaram a península no intervalo entre o Império Romano e as Invasões Árabes.

A construção Islâmica
Subsistem nos campos portugueses alguns engenhos de tirar água dos poços como noras e picotas, especialmente no sul.
A Arte e arquitectura islâmica vão ter ecos na arte portuguesa muitos séculos depois. O Estilo Manuelino adopta alguns desenhos islamizantes na sua construção, e o romantismo do século XIX vai recuperar um gosto neo-árabe (além de outros revivalismos).

Arquitectura Românica
A partir do século XII Portugal é uma nação independente e as suas construções começam por ser românicas. Normalmente no norte de Portugal são erguidas igrejas, capelas e catedrais em dura pedra granítica, que lhes conferem um ar austero e muitas vezes militarizante. A fantasia decorativa surge nos portais, nas rosáceas, nas arquivoltas, onde a pedra é esculpida com grande mestria.

Arquitectura Gótica
As igrejas tornam-se mais altivas, com abóbadas com nervuras a suster o tecto. O espaço torna-se ogival, tentando subir ao céu.  O Mosteiro da Batalha (na foto) é a obra-prima deste período em Portugal.  Também desta altura há vários conjuntos de castelos medievais com torres de menagem de grande qualidade compositiva e arquitectónica.

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O Período Manuelino
A expressão mais original na arquitectura portuguesa são as obras edificadas no período manuelino, em que igrejas e outros edifícios passaram a ter uma luxuriante decoração num espaço que se torna mais estático (mais renascentista) mas ainda com muitas das características de um gótico final.
O Castelo e Convento dos Templários em Tomar, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém (na foto) em Lisboa, são jóias desta arte especificamente portuguesa de bem construir.

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O Renascimento
A influência da arte italiana, romana, é especialmente sentida em Portugal até ao Barroco (inclusive). Surgem os edifícios religiosos e civis, os claustros, com uma gramática compositiva clássica de grande rigor e equilíbrio geométricos. As fachadas com jogos de janelas, pilastras e frontões, de grande coerência formal. Destaca-se a Universidade de Évora (na foto).

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Barroco
A época barroca do século XVIII é a segunda época gloriosa da arte portuguesa. Assiste-se, neste período, a uma espectacular proliferação de construções religiosas e civis. As igrejas enchem-se por dentro de talha dourada, a escultura barroca é aplicada profusamente dentro e fora dos edifícios. O rei paradigmático desta época é D. João V, e Mafra (na foto) a sua mais apoteótica realização.

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Romantismo
No século XIX, com o movimento romântico, surgem os revivalismos e eclectismos. Assim, o gosto por construir ao estilo medieval, árabe, manuelino, aparece num excesso de fantasia.
Sintra é o sítio romântico de Portugal, com a Quinta da Regaleira, uma construção cénica e esotérica ao longo de uma encosta, onde não faltam túneis, labirintos e vários portais de temática mitológica. E o Palácio Nacional da Pena (na foto), onde um rei consorte fez um palácio para os seus sonhos de poeta, que aparece num pináculo da serra, empoleirando formas e caprichos arquitectónicos.

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Arquitectura do Ferro
No século XIX, paralelamente ao Romantismo, há um começo da industrialização do país, com a introdução de estruturas em treliças de ferro. São desta época o Elevador de Santa Justa, na baixa lisboeta, e a ponte D. Luís no Porto (na foto), que é uma das mais belas pontes em ferro que podemos encontrar na Europa.

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Século XX
O início do século XX marca o começo da expansão de Lisboa. Correntes como a Arte Nova e a Arte Deco (com Cassiano Branco) vão entrar no vocabulário urbano da cidade. Posteriormente, o Modernismo na arquitectura entra em força, com arquitectos como Pardal Monteiro, que vão construir muito na capital.
Simultaneamente, arquitectos como Raul Lino vão tentar uma síntese entre as formas tradicionais de construir e um espírito racional e moderno.
Por ocasião da Exposição do Mundo Português de 1940, foi construído, por Cotinelli Telmo, um Padrão dos Descobrimentos, em Belém (na foto), com as figuras dos navegadores a subirem num barco de linhas depuradas e modernistas. Tornou-se mais um emblema da cidade de Lisboa.

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Actualidade
Hoje em dia o arquitecto mais famoso de Portugal é o portuense Álvaro Siza Vieira, que faz um uso das superfícies brancas, lisas ou empenadas, que é muito característico. O Pavilhão de Portugal, na zona oriental de Lisboa, ou a Universidade de Aveiro, são obras riscadas por este arquitecto.
 Além disso, a Zona Oriental de Lisboa (na foto) foi um laboratório de experiências arquitectónicas e urbanísticas de vanguarda no fim do século XX e um caso de estudo na arquitectura internacional.

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