string(4) "1030" string(4) "1074" string(4) "1034" string(4) "1067" string(4) "1073" string(4) "1032" Batalha

Ponte 25 de Abril, LISBOA

DESTINOS
Página Inicial / Destinos / / Batalha
PROGRAMAS DESTINOS
pesquisa avançada   
BATALHA
MOSTEIRO DA BATALHA

Como o nome indica este mosteiro foi mandado edificar por causa de uma batalha. Qual batalha? Foi talvez a mais importante que aconteceu no reino de Portugal e que confirmou este como uma nação independente.

Corria o ano de 1385, a primeira dinastia tinha-se dissolvido, e, por questões dinásticas, o reino seria herdado por Espanha. Surgiu D. João, mestre de Avis, a liderar os portugueses contra esta situação. Deu-se a batalha e Portugal conseguiu ser independente de Castela. O nome é, realmente, Mosteiro de Santa Maria da Vitória, que é praticamente sinónimo de batalha vencida. É um exemplar notável da arte de construir do fim da Idade Média europeia.

As obras iniciaram-se pouco depois da dita batalha, em 1387. Vários edifícios e acrescentos, alguns dos quais desaparecidos, foram sendo realizados até meados do século XVI. Foi uma obra exemplar para outras que se fizeram posteriormente no país.
O mosteiro tem como centro um claustro real à volta do qual estão articulados vários corpos: uma igreja, salas, capelas, outro claustro.

A igreja destaca-se na fachada, de proporções distintas e pela sua decoração e rendilhados flamejantes. Apresenta magníficas dimensões (22m de largura, 80 m comprimento, 32.5 de flecha). O pórtico é habitado por uma população de figuras esculpidas que acompanham o desenho ogival deste. O interior é solene onde impressionam as sólidas colunas.
Adjacente à igreja destaca-se a Capela do Fundador, onde estão os túmulos de D. João I e sua esposa. Os reis estão esculpidos por cima do sarcófago, vestidos a rigor e de mãos dadas, unidos para a eternidade. O tecto é em abóbada estrelada parecendo uma flor geométrica e gigante, pairando no ar pela luz que entra dos lados.
As Capelas Imperfeitas espantam pela sua sobrepujante escultura decorativa. Estão alinhadas por detrás da Igreja, numa estrutura radial.

A Sala do Capítulo foi uma novidade em Portugal, de planta quadrada é de engenhoso encaixe o seu tecto. Lá se situa o túmulo ao soldado desconhecido.
O Claustro Real é lindíssimo. As nervuras erguem-se e encaixam-se nas abóbadas e voltam a descer caindo perfeitas nos pilares. Os vãos são posteriores, manuelinos, e fazem como que um rendilhado de pano pétreo.
O claustro de D. Afonso V tem um gosto mais arcaico, mas é também muito nobre e poético nessa mesma simplicidade.

Foi classificado pela Unesco como Património Mundial da Humanidade. (Inverno: 9h00-17h00; Verão: 9h00-18h00).

PROGRAMAS RELACIONADOS
desde  € 535
desde  € 1710