Situa-se numa das sete colinas de Lisboa dominando estrategicamente a vista em redor. Hoje avistamos dele grande parte da cidade, com os seus telhados vermelhos e a ondulação do casario nas colinas em redor.
Desde sempre este sítio foi usado como um bastião defensivo, já os celtas ibéricos construíram aqui os seus castros, e, depois deles, romanos e árabes, edificaram aqui muralhas por cima das anteriores. O castelo actual remonta ao rei D. João I (séc. XIV). O castelo é bastante grande e os panejamentos das muralhas são marcados por fortes torreões cúbicos. A zona central é uma fortaleza medieval, tendo um segundo perímetro de defesa que se dilui na cidade.
É profusamente povoado por grandes árvores mediterrânicas, ciprestes e pinheiros, o que torna o passeio particularmente agradável e descontraído.
(Inverno: 9h00-18h00; Verão: 9h00-21h00. €5; crianças menos de 10 anos e séniores não pagam).
Foi a maior igreja medieval de Lisboa. É um edifício de três naves, em estilo gótico floreado de grande imponência. No terramoto de 1755 caiu a cobertura ficando os arcos ogivais a apontar expressivamente para o céu. Agora é uma ampla catedral, com o céu azul a servir de abóbada. E com todo o encanto romântico de uma solene ruína. (Largo do Carmo. 10h00-18h00. Fecha domingos)
A linha dos caminhos-de-ferro que vai de Lisboa para Sintra começa aqui. Ninguém diria que é uma estação de comboios, mais parece um palacete veneziano.
O estilo é o neomanuelino (uma variedade portuguesa do estilo do romantismo na arquitectura, é uma recriação fantasista e livre do estilo manuelino das descobertas). O edifício é do fim do século XIX, onde não falta uma cobertura em ferro, mas, cá fora, apenas um pequeno e discreto relógio no alto nos lembra que temos tempo para ver mais de Lisboa.
A actual igreja foi mandada edificar pelo rei de Espanha e Portugal (Filipe II, que foi rei dos dois países ao mesmo tempo) em 1582. A igreja tem anexa um mosteiro. Tem uma gramática compositiva maneirista, de linhas claras e simples, com grande equilíbrio, com uma fachada altiva e com duas torres sineiras. Na fachada abrem-se três arcos de volta perfeita com janelas e nichos com esculturas, num claro exemplo da grande arte católica da contra-reforma romana. (Largo de São Vicente. Durante a semana: 9h00-16h00; sábado: 9h00-18h00; domingo: 9h00-13h00. Entrada grátis)
Instalado no palácio Azurara, um edifício do século XVII, contém uma colecção única de objectos de arte portuguesa, das artes que fazem o recheio das casas e palácios: mesas, contadores, credências, que jogam com tapetes de todo o tipo, incluindo os típicos tapetes de Arraiolos, faianças, pratas, formando assim a mais completa exposição do nobre mobiliário português dos últimos quatro séculos. As salas procuram ter unidade de época o que confere ao museu um carácter documental único. (Largo das Portas do Sol. 10h00-17h00. Fecha 2ª feira)
É uma sumptuosa antiga casa particular da capital, que ocupa a esquina de um quarteirão. É um edifício que nasceu dos escombros do terramoto de 1755 e que marca e dá carácter à Praça dos Restauradores. Tem uma fachada de belo efeito neoclássico, com grande aparato. Na sua lateral abre-se uma rua estreita por onde o Elevador da Glória sobe pachorrento, trepando uma inclinação muito acentuada, pondo-se a caminho do Bairro Alto. (Praça dos Restauradores)
É um magnífico edifício do princípio do século XVIII, num estilo barroco de inspiração romana com acabamentos interiores em mármores embrechados e embutidos. O edifício tem uma forte presença com a sua volumetria que é encimada por um zimbório ao estilo do Vaticano. Tem planta centralizada, em cruz grega de topos arredondados, inscrita num quadrado encimado por quatro torreões. Estes são levemente marcados nas fachadas por uma curva reentrante.O panteão é um dos lugares onde estão tumulados heróis, presidentes, escritores e também a fadista Amália Rodrigues. (Campo de Santa Clara. 10h00-17h00. Fecha 2ª feira. € 2,50. Entrada livre domingos e feriados até às 14h)
É uma praça de grandes dimensões, e extraordinária por estar aberta ao rio de um dos lados, fazendo assim um “U”. Dos outros três lados tem fachadas uniformes. A praça tem grande rigor formal e é rematada por dois bonitos torreões com janelas junto ao rio. A face oposta tem um belo arco do triunfo num estilo arrebatado e romântico que faz contraponto com o todo racionalista e ordenado da praça. Ao centro está colocado um rei a cavalo, de bronze. No mesmo eixo e depois do arco, entronca a Rua Augusta, uma importante artéria pedonal de comércio da Baixa que faz a ligação entre a Praça do Comércio e o Rossio.
No mar passa o rio, os barcos sulcam-no bojudos para a outra margem, as gaivotas estão suspensas no espaço. Não é má ideia uma viagem de barco até ao outro lado e voltar, porque esta praça foi feita para quem chega a Lisboa do rio. Aliás, Lisboa está toda feita para ser vista do rio.
No lado norte, na fiada norte, há o Teatro Nacional que exibe colunas e frontão neoclássico que avança do corpo do edifício. É o edifício que finaliza muito bem esta praça e que lhe dá um toque especial.
Há várias esplanadas. E uma fonte engraçada ao centro. Bandos de pombos esvoaçam. A praça tem um piso revestido com a típica calçada portuguesa, com ondas azuis em fundo branco, que lembram que este foi um povo de marinheiros.
A subir para o castelo de S. Jorge, estrategicamente colocada num cotovelo da estrada, surge a Sé de Lisboa. Este edifício é contemporâneo do castelo e foi mandado construir pelo primeiro rei de Portugal aquando da conquista de Lisboa aos mouros. Já lá havia uma mesquita de que nada resta. É o monumento mais antigo de Lisboa. Foi abanado pelo terramoto de 1755 mas aguentou-se às sacudidelas das profundezas.
É um excelente exemplo de arquitectura românica. O exterior aparenta aquela aspereza acastelada das igrejas românicas. O interior é profundo em espaço, religiosidade e paz. Com arcos góticos a sustentar ogivas.
Há vários túmulos medievais, um dos quais de enigmático nome: “O túmulo da Princesa Desconhecida”. Na sacristia guardam-se relíquias de S. Vicente. E há também um belíssimo órgão barroco, acrescentado no século XVIII. (218 876 628. Largo da Sé. 9h00-19h00. Claustro: 9h00-18h00; €3).
















